Paradigma
Eduardo Baqueiro
 
O diabo está dentro do nosso peito,
e volta e meia mostra suas garras.
Os fantasmas, então, fazem a festa.
Somos dominados pelo ódio,
que corre gratuito pelas nossas veias.
Fazemo-nos de vítima, a espera do auxílio
que nunca chegará.
Trilhamos o caminho errado, ignorando os alertas
mesmo sabendo que vamos nos machucar.
Desejamos ser o que não somos.
Lamentamos a ascensão do próximo, pela inveja.
Somos impulsionados a desistir no primeiro obstáculo.
E sempre desistimos, enganando a nós mesmos.
Culpamos alguma coisa ou alguém pelas nossas derrotas
Fazemos tempestades nos menores aborrecimentos.
Comemos o que  é impróprio e nos fará mal.
Adquirimos vícios por simples tolice
Vestimos o que a moda diz  que convém.
Olhamos no espelho e desejamos ser outra pessoa.
Exageramos na nossa dor,
como se ninguém  sofresse mais do que nós.
Nos escondemos nas máscaras que criamos
Agimos como crianças indefesas.
Deus deve se divertir com nossa estupidez.
Levantamos as mãos para os céus,
Pedimos auxílio a quem estiver disposto para nos ajudar.
não enxergamos a porta da saída, fingindo-nos de cegos
Transformamos nossa vida no inferno que os outros inventaram.
E assim caminhamos, dignos de compaixão
Deixamos a onda nos levar como gotas d'água.
Como se nada tivesse solução.
Somos deficientes de alma esperando encontrar o fundo do poço
Para então encontrar uma saída,
Uma solução que sempre esteve ao nosso alcance
Siga seu caminho, sem olhar para trás, sem esmorecer.
Siga em paz com sua consciência
Chegarás, ao teu destino, seja ele qual for...
Então encontrarás a paz a  tanto almejada.
Encontrarás a felicidade que sempre germinou
na beira do seu caminho.